01-09-2015 Mariana Martinho Imprimir PDF     Print    Print

Socialistas debateram “Desenvolvimento sustentável - Caldas 20-21”

No âmbito do Summer Camp da Juventude Socialista, o PS/Caldas organizou na passada sexta-feira uma conferência europeia subordinada ao tema “Desenvolvimento Sustentável – Caldas 20-21”, no salão nobre da Junta da União das Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, em que participaram Carlos Zorrinho, eurodeputado e presidente da Delegação Portuguesa dos Socialistas Portugueses no Parlamento Europeu, António Vitorino, ex-comissário europeu, Brando Benifei, eurodeputado eleito pelo Partido Democrático Italiano, Margarida Marques, cabeça de lista do Partido Socialista pelo distrito de Leiria às Legislativas 2015, e Jaime Neto, deputado municipal do PS/Caldas. “Qual é relevância da pequena cidade de Caldas da Rainha no contexto europeu de cidades e qual é o impacto das políticas europeias no local?”, foram algumas das questões colocadas por Jaime Neto. Começou por falar do reforço da centralidade, da diversificação dos fluxos e de ideias para uma cidade saudável e criativa.

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A iniciativa decorreu no salão nobre da Junta da União das Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório
“Caldas da Rainha está numa região de interligação entre Leiria e Lisboa, sendo uma cidade de entreposto e de ligação. Por isso é importante definir o centro e acabar com esta dicotomia entre o urbano e o rural”, disse.
Segundo o deputado, tem sido feito um trabalho de valorização e definição dos centros das freguesias como um instrumento de ampliação dos fluxos de mobilidade e de serviços. “Essa vocação de centralidade é um ponto fulcral do nosso programa de candidatura à Assembleia Municipal”, referiu.
Apontou igualmente outros aspetos importantes da cidade como o Hospital Termal, pois é “um património que deve ser valorizado não só à escala nacional mas também à escala europeia”, a Praça da Fruta, sendo um espaço que merece “uma outra valorização e divulgação”, a diversificação dos fluxos com base em projetos que possam vir “a atrair novos agentes económicos”, e a valorização da linha do oeste.
Os desafios são com base numa “centralidade urbana compacta, numa economia inovadora, num sistema educativo e numa cidade aberta, com consciência ambiental, capaz de mobilizar os cidadãos”. Ainda a prática de políticas urbanas que promovam “o estilo de vida saudável e a melhoria da qualidade do ar/ redução do ruído”.
“Nós queremos ser uma das cidades europeias com relevância dentro do quadro de cidades e aprofundar as relações com a Europa”, concluiu.
O eurodeputado Brando Benifei salientou que “Portugal pode ser governado por um novo governo, com novas ideias sobre a austeridade e sobre o desenvolvimento local, regional e europeu”.
Nos últimos anos, os valores fundamentais da União Europeia têm “sido testados ao limite”, e por isso a Europa tem como objetivo “melhorar a distribuição da riqueza dentro da união, com base em governos que sustentem estas novas ideias e que interajam no sentido de encontrar novas respostas”.
No primeiro ano de parlamento europeu, sublinha, “têm sido conseguidas vitórias significativas no que diz respeito a este campo, foram aprovados planos de apoio ao desenvolvimento e políticas de aproximação legislativa fiscal ao nível dos diversos estados membros”. Por isso, para o eurodeputado “Portugal é um parceiro extremamente importante na renovação das ideias sobre os novos momentos que a Europa vive” e deseja que a renovação de ideias da União Europeia possa contar com Portugal, através da eleição de um novo governo de António Costa.
Carlos Zorrinho também interveio na sessão, referindo que “um governo que não tem uma política de desenvolvimento para o país também não tem uma política de participação no ponto de vista europeu”.
“Nos grandes debates internacionais, a posição de Portugal é de silêncio, devido à ausência de política externa e à inexistência de política interna, capaz de transformar o país, de forma sustentada e criar emprego”, referiu Carlos Zorrinho
Isto significa que “há razões para mudar e os socialistas podem ser a oportunidade de sermos um país vencedor”.
António Vitorino sustentou que o país não pode “dar-se ao luxo de entrar num período de instabilidade política e governativa”. Por isso, o PS é para o ex-comissário europeu, “a garantia de um governo estável, que vai permitir fazer as reformas que o país carece e ainda ter uma voz ativa na Europa”.
“O candidato António Costa definiu a questão do emprego como a causa das causas. Assim queremos um governo que saiba o que quer, que tenha a coragem de arriscar defendendo o interesse nacional no contexto europeu”, adiantou.
Para Margarida Marques, o Governo PSD/CDS “não soube defender os interesses de Portugal na União Europeia, nem soube colocar uma atitude de negociação com Bruxelas”.
Em relação ao tema da conferência mencionou que o desenvolvimento sustentável tem três dimensões fundamentais: “A economia, os recursos e as pessoas qualificadas”. Mas, fez notar, o distrito de Leiria “decresceu mais do que a média nacional, apesar de dispor de recursos importantes em vários domínios para a economia crescer e essa é a vontade política do partido”.
“O objetivo do Partido Socialista é criar um ambiente de confiança e inverter o rumo deste país. E assim colocar Portugal numa posição de peso na União Europeia”, concluiu.

Mariana Martinho

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