02-12-2018 Alberto Campos Imprimir PDF     Print    Print

Touradas, tragédias e hostes

Afinal tudo aponta para que as touradas não acabem e sejam transformadas em touradas ao “velcro”.


E quanto aos toureiros que não acertem no velcro, esses serão penalizados como cometendo um crime?
E os touros bravos após as corridas continuarão a acabar, como os demais, nos pratos das hostes, pela qualidade da sua carne, se bem que, por isso, a preços superiores?
Os demais, esses continuarão a ser abatidos em fila, sem stress, de estocada programada, mui bondosa e indolor.
E, por agora, parecem as hostes servirem-se também das touradas ajudando a esquecer as tragédias anunciadas como as pontes, os sucessivos incêndios, Tancos e as pedreiras.
Nesses desastres anunciados, porque neles não são maltratados os touros bravos mas os humanos, às hostes tudo serve para lavar as mãos e forçar o esquecimento dos indefesos humanos neles mortos. E parece que nem os vários alertas para futuras tragédias anunciadas os faz acordar para a nossa triste realidade.
Mas o futuro será esplendoroso, sorridente e feliz para as hostes e para os direitos dos animais e dos humanos: Os touros bravos passarão a ser bípedes de plenos direitos, até com acesso a computador e telemóvel; os humanos, que não as hostes, por sua vez, passarão a andar de mãos no chão e com velcro no lombo. Assim quando voltar a acontecer qualquer tragédia anunciada, as hostes facilmente lhes espetarão as farpas de “Pilatos”.
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