25-01-2021 Marlene Sousa Imprimir PDF     Print    Print

Algumas filas para votar, mas tranquilas e rápidas

Nas escolas secundárias Rafael Bordalo Pinheiro e Raul Proença, na cidade das Caldas da Rainha, apesar de algumas filas, a espera em algumas secções de voto na maior parte do tempo não foi grande. “Decorreu num ambiente tranquilo, com mais cuidados devido ao momento inédito de pandemia”, disse ao JORNAL DAS CALDAS o presidente da Câmara.

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Fila para votar na Escola Rafael Bordalo Pinheiro
Tinta Ferreira encontrava-se na Escola Rafael Bordalo Pinheiro por volta do meio dia, hora de bastante afluência. Estava a colaborar no processo eleitoral informando e encaminhando os eleitores para a sua mesa de voto. “Há momentos com mais dificuldade dado à maior afluência. A fila por vezes parece grande, mas é devido à distância social que está a fazer parecer que há muitas pessoas a votar. As mesas de voto como só podem receber um eleitor de cada vez, algumas que têm mais pessoas estão mais demoradas”, contou o autarca.
Nas Caldas da Rainha as pessoas a trabalhar nas mesas de voto não foram testadas à Covid-19. Segundo o presidente da Câmara, a Comissão Nacional de Eleições e a Direção Geral de Saúde (DGS) não fizeram essa recomendação. “Sei que houve autarquias que tomaram essa iniciativa, mas confesso que quando soube já não tínhamos oportunidade de o fazer”, disse, achando que a responsabilidade “era da DGS”.
O autarca declarou estar de acordo com a realização das eleições presidenciais. “Se tivessem sido adiadas, no ponto de vista constitucional iria causar graves problemas. Com os devidos cuidados e a paciência das pessoas tudo decorre da melhor forma”, salientou.
Vítor Marques, presidente da União das Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, também estava atarefado a encaminhar os eleitores para as respetivas secções de voto. “Estamos a fazer tudo para que as pessoas não esperem muito tempo na fila e com o devido distanciamento”, contou.
O autarca revelou que até às dez da manhã tinham o dobro dos votos que nas últimas eleições. “As pessoas estavam com medo dos ajuntamentos e quiseram votar mais cedo. Ainda faltava um quarto de hora para as oito da manhã, hora em que abriam as mesas de voto, e já tínhamos na entrada da escola cerca de 40 pessoas”, referiu.
O presidente da junta disse que contaram com a colaboração de vários voluntários e quatro alunas do curso Técnico de Turismo da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro para encaminhar os eleitores.
No seu entender, devia ter sido realizada em “tempo útil” uma revisão constitucional para permitir o adiamento das eleições devido à pandemia. “Deviam ter colocado na mesa todos os cenários possíveis, não se fez, mas cá estamos para cumprir com a constituição”, sublinhou.
Com a pandemia e a obrigatoriedade de aumentar o número de secções de voto, as eleições em Santo Onofre realizaram-se este ano na Escola Secundária Raul Proença e não na Escola Primária do Bairro da Ponte, onde habitualmente os eleitores costumam votar. “Nas últimas eleições em Santo Onofre tínhamos sete secções e nestas eleições temos dez e na Escola Raúl Proença temos dez salas todas no rés-do-chão e tem também mais estacionamento”, explicou o presidente da União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro, Jorge Varela.
Segundo este autarca, “as filas estão muito grandes porque tem que se manter o distanciamento social, mas estão a andar rapidamente”.
Também Jorge Varela esteve a colaborar no encaminhamento dos eleitores e com ele estiveram outros elementos da União de Freguesias que “de máscara estão a trabalhar para que os portugueses possam votar com segurança”.
O autarca tinha previsto ter a ajuda de cerca de vinte alunos do curso de informática da Raul Proença, mas com o fecho das escolas desde sexta-feira, não podendo os mesmos ir às aulas não podiam estar aqui”, disse, lamentando “porque estavam entusiasmados com a tarefa e já tinham t-shirts do seu curso”.
Jorge Varela defendia o adiamento das eleições. “Sou professor de direito e entendo que o direito não existe para criar problemas às pessoas, mas sim para resolver e se tivesse havido consenso entre os diversos candidatos acho que era possível ter conseguido adiar”, apontou.
“A fila começou logo às 7h45”, relatou ao JORNAL DAS CALDAS Américo Oliveira, voluntário à porta da entrada da escola, que no interior do recinto ia separando os eleitores para as diferentes filas que antecediam a entrada nas portas de acesso às mesas. Muitos viram na internet qual era a sua mesa de voto. Quem não o fez tinha apenas de dizer o nome e era encaminhado.
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