19-04-2021 Rui Calisto Imprimir PDF     Print    Print

Escaparate

Campanha Permanente de Incentivo à Arborização

O Executivo da Câmara Municipal das Caldas da Rainha - para aumentar a biodiversidade e promover a melhoria da qualidade de vida dos moradores, transeuntes e turistas - poderia começar a pensar em propagar a cobertura vegetal arbórea do centro da cidade, instaurando a campanha anunciada em epígrafe.

Rui Calisto
Para tornar essa proposta viável deveria ser criada uma secção camarária (Divisão de Arborização Urbana) responsável por elaborar e executar um mapa de plantio em ruas, avenidas e praças. Essa resenha técnica poderia, também, englobar construtores, engenheiros e arquitetos, para que estes adicionassem percentagens de áreas verdes aos seus futuros projetos.
Com o correr das décadas, a Mata Rainha D. Leonor, o Parque D. Carlos I, e o novo parque de Santo Onofre não serão suficientes para a promoção de altos padrões de oxigénio em toda a região central (daqui a cinquenta anos, uma área muito mais alargada será considerada o centro nevrálgico da cidade), sendo, portanto, urgente que se dê inicio a um plantio concertado, que possa abranger maciçamente N. S. do Pópulo e Santo Onofre, impedindo, assim, que o avanço asfáltico, bem como o betão e o concreto armado, cheguem a proporções que, no futuro, possam afetar o bem-estar da população.
Essa campanha (cívica) promovida pela Câmara Municipal deveria cingir-se ao plantio de árvores de raiz pequena, cuja floração e frutos oferecessem uma contribuição ecológica, além de acentuado embelezamento urbano.
A defesa do meio ambiente está intimamente ligada à satisfação emocional da população em geral, mas também está relacionada com a proteção dos aquíferos termais existentes. Pelo que, mais espécies arbóreas, em todas as vias do centro da cidade, não deve ser considerado despesa para o município, quando está em jogo a melhoria da condição de vida dos caldenses e visitantes.
O abate indiscriminado de árvores, e o pouco investimento nesse setor, geralmente ocorre por três motivos: 1) Venda de madeira; 2) Infestação de pragas; 3) Completo desconhecimento, por parte das autoridades competentes, de políticas voltadas para a importância da arborização urbana.
No primeiro caso, é um absurdo que se arrase com espécies para a satisfação do bolso de algum chico-esperto; No segundo, o problema é resolvido de modo simples se existir um cuidado com a poda e o tratamento das castas; No terceiro, basta desenvolver um programa específico, geralmente aplicado por organismos habilitados para isso (como as Divisões de Arborização Urbana existentes em diversos países).
Plantar uma árvore significa semear vida e proteger a água de toda a região. Arborizar bairros inteiros, de modo amplo e equilibrado, denota contribuir para a proteção aquífera de todo o país, quiçá do próprio planeta.
Popularizar as diretivas existentes para a arborização maciça do centro da cidade, trará, à consciência das gerações vindouras, um maior sentido de responsabilidade urbana, evitando que este tipo de debate seja necessário, pois a sua ideia central fará parte, espontaneamente, do seu modo de refletir e agir.
É necessário pensar a cidade de modo prático, almejando alcançar benefícios para a saúde física e mental de todos os seres.
Realizar o plantio, e o manejo, das mais diversas espécies arbóreas, eficazmente adequadas para o perímetro urbano, permitirá a cada espécie um desempenho pleno da sua função ecológica.
Neste ano (de eleições autárquicas) estará a classe política preparada para elaborar propostas/projetos de remodelação visando o florestamento de N. S. do Pópulo e de Santo Onofre?
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