18-04-2013 Lusa, Torres Vedras Lusa / Flávia Calçada Imprimir PDF     Print    Print

Criado Observatório Nacional de Atividades de Animação Turística

Peniche, 18 abr (Lusa)- O Instituto Politécnico de Leiria (IPL) anunciou hoje a criação do Observatório Nacional de atividades de Animação Turística para identificar problemas e soluções, face à duplicação do número destas empresas nos últimos dois anos.

Peniche, 18 abr (Lusa)- O Instituto Politécnico de Leiria (IPL) anunciou hoje a criação do Observatório Nacional de atividades de Animação Turística para identificar problemas e soluções, face à duplicação do número destas empresas nos últimos dois anos.

"O Observatório surge porque, nos últimos dois anos, as empresas de animação turística duplicaram e é preciso estudar os vários problemas e as necessidades que têm", afirmou à agência Lusa Francisco Dias, coordenador do Grupo de Investigação Turística da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche, pertencente ao IPL.

Para o investigador, a proliferação de empresas é o reflexo de que está a surgir um turista moderno, que já não paga pacotes integrados de férias, mas faz ele próprio as suas reservas na Internet e vai para o destino à procura do que há para oferecer, como por exemplo atividades de animação.

O IPL enviou convites a mais de um milhar de empresas da área e aos municípios para integrarem o Observatório.

"O objetivo é investigar para ter um diagnóstico da procura e da oferta do setor, fazer estudos de monitorização e perceber a evolução do setor, para fundamentar decisões políticas e económicas e para ajudar futuros empresários a tomar decisões de negócio", afirmou Francisco Dias.

O coordenador do projeto explicou que as empresas se deparam com problemas de formação, falta de legislação, competitividade e insegurança nas suas atividades, porque os riscos das atividades não estão identificados e não são cobertos pelas seguradoras.

O responsável deu como exemplo o chamado Turismo Acessível, previsto no novo Plano Nacional para o Turismo, publicado esta semana em Diário da República, com atividades apropriadas para pessoas com mobilidade reduzida ou com deficiências.

Vinte por cento dos turistas que visitam o país integram, segundo Francisco Dias, este grupo, mas "desconhecem-se as exigências de adaptação das atividades que são colocadas às empresas de animação turística".

"A dificuldade de pôr um paraplégico a fazer parapente não é a mesma que para um tetraplégico e há uma dificuldade de padronizar os serviços", alertou.

O Observatório é composto por um conselho coordenador, que vai elaborar estudos, um conselho empresarial, onde vão ter assento os empresários e as autarquias, e um conselho consultivo académico, com docentes de várias instituições de ensino superior do país.

De acordo com o IPL, mais de uma centena de entidades aceitou aderir e propôs temas de investigação como por exemplo conhecer o perfil do turista e investigar os problemas da sazonalidade.

Os primeiros resultados do trabalho vão ser revelados a 22 e 23 de maio, na Conferência Internacional de Animação Turística, em Peniche.

No Registo Nacional de Agentes de Animação Turística, do Turismo de Portugal, estão inscritas 1600 empresas.

FYC // ZO

Lusa/Fim.

Fonte: VIP - Oeste Global - Jornal Oeste Online / Lusa - © Direitos Reservados (conteúdo exclusivo protegido por contrato)
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