20-04-2017 Lusa Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Deputados defendem novo hospital para o Centro Hospitalar do Oeste

Lisboa, 20 abr (Lusa)- A Assembleia da República defendeu hoje, por maioria, a construção de um novo hospital para o Centro Hospitalar do Oeste (CHO) para resolver os problemas de fundo existentes nas unidades de Caldas da Rainha e Torres Vedras.

PS, PSD, Bloco de Esquerda e PCP manifestaram-se a favor da construção de novas instalações para o CHO, enquanto o CDS-PP defendeu que deve ser estudada, em termos técnicos, a "resposta hospitalar condigna para as populações".

PS, Bloco de Esquerda e PCP defenderam que os problemas se agravaram com a fusão das unidades de Caldas da Rainha e de Torres Vedras no Centro Hospitalar do Oeste pelo Governo PSD/CDS-PP de Passos Coelho.

Para a esquerda parlamentar, a fusão culminou com a reorganização de serviços hospitalares, uns em Torres Vedras e outros em Caldas da Rainha, que resultou no "desmantelamento" dos serviços, com "poucos ganhos e muitos problemas".

Uma vez que o novo hospital não está nos planos do Governo para a atual legislatura, o PS apresentou um projeto de resolução, a recomendar ao Governo que defina um conjunto de políticas que invertam a situação, desde logo a alteração do estatuto de hospital do Setor Público Administrativo (SPA) para Entidade Pública Empresarial (EPE), disse o deputado António Sales.

Os socialistas sugerem que os hospitais de Torres Vedras e Caldas da Rainha voltem a ter as mesmas valências médicas e que se encontrem soluções para evitar a contratação de profissionais através de empresas de trabalho temporário.

Apontam também para a necessidade de obras de beneficiação nas duas unidades, para o aumento da capacidade de internamento, para a substituição de equipamentos obsoletos e para o reforço de médicos, sobretudo nas especialidades de oftalmologia, urologia, cardiologia, anestesia, radiologia, ginecologia/obstetrícia e dermatologia.

"É uma hipocrisia sem fim. A solução só serve para esconder a incapacidade do Governo" de construir um novo hospital, criticou o social-democrata Duarte Pacheco.

"Falam, mas não fizeram ainda nada para alterar os problemas que são há muito conhecidos", acusou por seu turno Isabel Neto, do CDS-PP, que sublinhou que "é tempo de passar o CHO a EPE".

Segundo o projeto de resolução, que é votado na sexta-feira, a reorganização e a falta de investimentos têm vindo a prejudicar a prestação dos cuidados de saúde, contribuindo para um maior clima de desmotivação e desconfiança dos profissionais e dos utentes, para a falta de médicos e de equipamentos hospitalares, para a falta de condições físicas.

O parlamento apreciou também uma petição, subscrita por 4.300 pessoas, a defender a construção de um novo hospital para Torres Vedras, com todas as valências que tinha antes da fusão de hospitais.

O projeto não é prioritário para o Ministério da Saúde, que vai avançar com melhorias na atual unidade, conforme consta na resposta aos peticionários, datada de julho de 2016.

O CHO serve cerca de 300 mil habitantes dos concelhos do Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Óbidos, Peniche, Torres Vedras e parte de Alcobaça e de Mafra.

 

FYC // MLS

Lusa/Fim

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