27-02-2019 Francisco Gomes Imprimir PDF     Print    Print

Câmara vai demolir armazém da antiga Frami que foi alvo de incêndio

A Câmara Municipal das Caldas da Rainha decidiu tomar posse administrativa do armazém da antiga fábrica de produtos alimentares Frami, que ardeu no ano passado, para o demolir, devido ao “risco eminente de desmoronamento e grave perigo para a saúde pública”.

O que sobrou do armazém apresenta “risco eminente de desmoronamento e grave perigo para a saúde pública”

A falta de remoção do entulho decorrente do incêndio já várias vezes havia sido referida na Assembleia Municipal pelo deputado da CDU, Vítor Fernandes, mas na sequência de queixa do Contact Center, ao lado do qual se encontra o armazém, na Estrada de Tornada, tendo em conta que a proprietária do imóvel não cumpriu a ordem de demolição na sequência de vistoria camarária, o Município vai encarregar da obra e imputar os custos, que estima em quinze mil euros, à infratora.

Entretanto, na Praça 5 de Outubro, na cidade, devido ao “perigo de colapso estrutural dos toldos”, os proprietários dos estabelecimentos têm até dia 28 de fevereiro para a sua remoção.

A colocação de novos toldos de proteção está sujeito a licenciamento.

 

Vereadores do PS não querem mais lombas

 

Os vereadores do PS, Luís Patacho e Jaime Neto, abstiveram-se na aprovação de colocação de sinalização rodoviária, nomeadamente lombas, na Rua da Índia, Rua Direita e Rua São João, em Santa Catarina.

Os autarcas manifestaram concordar com a necessidade de se aplicarem medidas de acalmia de trânsito que imponham a redução da velocidade, todavia, entendem que a Câmara deve diversificar os meios, sustentando que “o número de lombas já existentes no concelho é manifestamente excessivo, com implicações negativas para o meio ambiente e para a circulação de trânsito, incluindo dos veículos de socorro”.

“Existem outras formas alternativas às lombas, nomeadamente a sinalização horizontal, bandas sonoras, semáforos de controlo de velocidade, radares fixos de velocidade ou, em especial junto às escolas, imposição de ‘Zonas 30’”, apontaram.

 

Estacionamento para autocarros de turismo

 

O Centro Hospitalar do Oeste mostrou-se disponível para a ocupação do parque de estacionamento localizado junto ao Chafariz das Cinco Bicas para parqueamento de autocarros de turismo aos fins de semana. A Câmara, em contrapartida, custeará obras no Serviço de Maternidade do hospital.

Os vereadores do PS não concordam, no entanto, com o estacionamento de autocarros de turismo naquele local, por acharem que tapa a visibilidade do Jardim da Água, da autoria de Ferreira da Silva.

“O estacionamento de veículos dessa dimensão desprestigia um espaço nobre da nossa cidade”, referem que os autarcas, que defendem que esses autocarros “apenas deveriam desembarcar aí os passageiros e depois serem estacionados noutro local, nomeadamente no estacionamento junto à Comunidade Intermunicipal do Oeste, regressando para o embarque das pessoas”.

“Para tanto, apenas seriam necessárias infraestruturas ligeiras de apoio aos passageiros, designadamente uma casa de banho e iluminação pública adequada, evitando-se o impacto negativo que resulta do estacionamento prolongado de veículos pesados naquele espaço”, sublinham.

Recomendam ainda a elaboração de um estudo urbanístico que valorize a zona.

 

Piscina Escolar fechada

 

O vereador Jaime Neto questionou a Câmara sobre a instalação de um sistema de extração de ar, ventilação e ar condicionado na Piscina Escolar Raúl Proença, que está encerrada há mais de dez meses por falta deste equipamento.

O socialista referiu que tal situação não se pode continuar a arrastar no tempo, prejudicando os alunos.

 

Obras nas freguesias

 

A Câmara pediu à Assembleia Municipal a aprovação de transferência de verbas para diversas juntas de freguesia pagarem obras. É o caso do arranjo no Largo dos Peais, no Reguengo da Parada (6.781 euros), do arranjo da Rua da Escola, em Ribeira dos Amiais (4.899 euros), da construção de um aqueduto no Casal Teodoro, em Alvorninha (599 euros), da pavimentação do Beco da Quinta Nova, no Nadadouro (9.890 euros), da construção de passeios valeta em calçada na Rua das Arroteias, no Nadadouro (7.988 euros), da limpeza da margem da Lagoa – remoção de canas, no Nadadouro (1.020 euros), da reparação (pintura) da Escola Básica e Jardim de Infância de Casais da Serra, no Landal (2.950 euros), da pintura exterior da Escola Básica e Jardim de Infância de Salir do Porto (3.710 euros), da remodelação do parque infantil da escola de São Gregório (10.173 euros), da construção e muros de suporte de terras em Alvorninha (4.985 euros), e da manutenção dos espaços envolventes dos estabelecimentos de educação pré-escolar e do 1º ciclo do ensino básico em Alvorninha (924 euros).

 

Novos nomes de rua em Vidais

 

A freguesia de Vidais vai ter onze novos nomes de rua, segundo foi aprovado pela Câmara.

Rua do Paúl (Crastos), Rua dos Quintais, Largo Nossa Senhora da Piedade, Beco da Eira (Carrasqueira), Rua do Moinho Velho (Casal das Malpicas), Rua Manuel Martins (Casal do Rei), Rua João Pereira e Rua 25 de abril (Cortém), Beco das Pintassilgas, Beco José Agostinho da Silva (Ribeira de Crastos) e Rua dos Lavadouros (Casais da Boavista) são as novas designações.

 

Banca para angariar verbas

 

No sentido de angariar verbas para melhorar as condições no abrigo animal instalado na antiga escola primária da Trabalhia, em Alvorninha, a Rede Leonardo solicitou a Câmara a autorização para instalação de uma banca no centro da cidade. A autarquia concedeu a ocupação da via pública no Beco José Francisco de Sousa um sábado por mês, entre fevereiro e agosto deste ano, com a salvaguarda da livre circulação de pessoas.

 

Pedidos de cortes de árvores

 

Um pedido para a poda e rebaixamento dos ramos de plátanos na Rua Vitorino Fróis não foi aprovado pela Câmara, que considerou que as árvores apresentam um bom estado fitossanitário e são alvo de uma poda anual para remoção de ramos secos e mal formados, reduzindo o risco de queda dos mesmos.

Por outro lado, as árvores estão afastadas dos edifícios e trazem benefícios ao ambiente e ao bem-estar da população.

Também o corte de uma palmeira pedido por um condomínio na Rua Dr. Bernardino António Carvalho Pargana foi indeferido, uma vez que não apresenta sintomas de pragas ou doenças.

Pelo contrário, as palmeiras junto ao parque infantil na Rua Belchior de Matos não apresentam um bom estado e estão numa posição descendente. Dado que a sua localização está junto a uma via de circulação de automóveis, esplanadas, parque infantil e zonas de passagem pedonal, representa um elevado risco para pessoas e bens, pelo que foi decidido o seu abate.

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