27-01-2019 Lusa, Caldas da Rainha Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Lagoa de Óbidos na plataforma “Dias da Memória” a partir de fevereiro

Caldas da Rainha, Leiria, 27 jan (Lusa) – Investigadores do Instituto de História Contemporânea recolheram este fim de semana quase meia centena de registos, entre documentos e testemunhos sobre a Lagoa de Óbidos, que a partir de fevereiro vão integrar uma secção na plataforma “Dias da Memória”.

O convite para que a população partilhasse “as suas histórias, documentos, objetos e fotografias relativas ao património natural, material e imaterial da Lagoa [de Óbidos] resultou na participação de quase meia centena de pessoas a darem o seu testemunho”, disse à agência Lusa Luísa Seixas, investigadora que ao longo do fim de semana participou na recolha de testemunhos.

Integrada na iniciativa “Dias da Memória”, a recolha de testemunhos e documentação foi realizada nas instalações do Inatel, na Foz do Arelho (uma das freguesias ribeirinhas) por uma equipa de investigadores do Instituto de História Contemporânea (IHC) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA FCSH).

“Testemunhos gravados em vídeo, fotografias, objetos ligados à pesca, conchas, postais, um conjunto de filmes em formato super oito” foram, entre outros, alguns dos contributos recolhidos e que, segundo Luísa Seixas, “vão agora ser editados, catalogados e preparados para serem disponibilizados na secção relativa à Lagoa de Óbidos”.

A expectativa da equipa é de que “no final de fevereiro já existam conteúdos disponíveis para serem consultados”, mas, sublinhou Luísa Seixas, “trata-se de um projeto aberto, em que quem não participou pode sempre contactar a equipa para que as suas memórias possam ser incluídas”.

Além da preservação no website http://memoriaparatodos.pt/ , os conteúdos serão “exibidos ao público no Centro de Interpretação para a Lagoa de Óbidos”, um dos projetos vencedores do primeiro Orçamento Participativo Portugal, realizado em 2017.

O Centro deverá abrir portas na Foz do Arelho em abril de 2019, segundo a Liga para a Proteção da Natureza (LPN).

Consistirá, de acordo com Ana Rita Martins, da LPN, “num conjunto de estruturas, equipamentos e outras valências informativas e interativas disponíveis ao redor da lagoa” em que se pretende “implementar um conceito inovador, dinâmico e de proximidade” e promover ações educativas, estudos académicos e o fomento de novos projetos de turismo de natureza e de experiências, revelou aquando da apresentação do projeto, em setembro de 2018.

Desenvolvido pela (LPN) e pela Associação Cívica “Conselho da Cidade” o projeto conta com o apoio da FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia e da Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica e tem um orçamento de 97 mil euros.

A “Memória para todos” é um programa de investigação colaborativa e de ciência cidadã transversal às diversas áreas de investigação do Instituto de História Contemporânea visando a “democratização do acesso às ferramentas da investigação histórica, a promoção de dinâmicas colaborativas de investigação, a produção e disseminação de conhecimento e criação de novas fontes para a investigação histórica, centrando-se nas dinâmicas sociais da construção da memória, enquanto fator essencial para a definição de identidade”, pode ler-se na plataforma.

A secção relativa à Lagoa de Óbidos será a 10.ª a ser disponibilizada, estando em desenvolvimento os projetos Portugal 1914-18, Memórias da Revolução, Memórias da Resistência e Liberdade (em parceria com o Museu do Aljube), Memória das Avenidas e Memórias de São Domingos de Benfica

Os conteúdos recolhidos são disponibilizados on-line em acesso aberto.

 

DYA // JPS

Lusa/Fim

Fonte: VIP - Oeste Global - Jornal Oeste Online / Lusa - © Direitos Reservados (conteúdo exclusivo protegido por contrato)
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