25-01-2019 Economia, Lusa, Peniche Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Câmara de Peniche pede obras urgentes de desassoreamento no Porto de Pesca

Peniche, Leiria, 25 jan (Lusa) - A Câmara de Peniche, no distrito de Leiria, demonstrou hoje preocupação pelo “crescente assoreamento da entrada” do Porto de Pesca da cidade e pediu obras urgentes de desassoreamento.

“As sucessivas avaliações efetuadas comprovam o progressivo agravamento da situação devido à acumulação de areias à entrada da barra do porto que serve a cidade”, declarou em nota de imprensa o município, que pede urgência nas obras de desassoreamento do porto.

O problema, explicou, traz “dificuldades de acesso das embarcações” e “aumenta os riscos de segurança das tripulações em dias de maior intempérie, quando coincidem com o agravamento do estado do mar”.

“A circulação de navios de considerável dimensão e calado em função da atividade dos Estaleiros Navais de Peniche reforça ainda mais a necessidade de resolução deste problema que se agrava diariamente, com inerentes riscos para pessoas e bens”, alertou o município.

A preocupação da autarquia foi manifestada à Direção Geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, a quem pede “urgência” em obras de desassoreamento.

À câmara municipal, a DGRN informou que procedeu em 2018 à realização de um levantamento hidrográfico com vista a aferir as reais condições de assoreamento e que vai tomar diligências no sentido de inscrever ainda este ano a despesa para a realização de dragagens.

O Porto de Peniche possui 307 embarcações com vendas registadas na respetiva lota, de acordo com dados fornecidos à agência Lusa pela Docapesca.

Em 2018, a lota de Peniche foi a principal lota em volume de vendas, tendo registado cerca de 34 milhões de euros em pescado transacionado, e transacionou 11.892 toneladas de pescado, sendo a terceira maior do país.

Em dezembro, a Docapesca lançou concurso de 1,8 milhões de euros para obras de prolongamento do quebra-mar interior do Porto de Peniche, numa empreitada prevista decorrer durante nove meses.

A empreitada de prolongamento do quebra-mar em mais 140 metros tem como objetivo “melhorar as condições de abrigo das bacias de estacionamento da frota artesanal de pesca”, referiu o Ministério do Mar em nota de imprensa.

Além do prolongamento do quebra-mar, tem também previsto obras de reabilitação no molhe existente.

Financiada por fundos comunitários, a intervenção abrange ainda a instalação de pavimento pedonal nos primeiros 75 metros do prolongamento do quebra-mar, com iluminação e mobiliário urbano, colocação de um farolim de alimentação autónoma e dragagens junto ao quebra-mar.

 

FYC // MCL

Lusa/Fim

Fonte: VIP - Oeste Global - Jornal Oeste Online / Lusa - © Direitos Reservados (conteúdo exclusivo protegido por contrato)
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