24-04-2018 Lusa Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

PSD questiona Governo sobre alteração do estatuto dos hospitais do Oeste

Torres Vedras, Lisboa, 24 abr (Lusa) - O deputado e presidente do PSD/Oeste, Duarte Pacheco, disse hoje que vai questionar no parlamento o ministro da Saúde sobre os motivos porque ainda não aprovou a alteração do estatuto jurídico do Centro Hospitalar do Oeste.

A alteração do estatuto de Setor Público Administrativo (SPA) para Entidade Pública Empresarial (EPE), prometida pelo ministro da Saúde para 2017, mas não concretizada, “é uma questão” que Duarte Pacheco quer colocar à tutela na Assembleia da República.

“A administração do Centro Hospitalar do Oeste [CHO] diz que seria um bom instrumento que podia auxiliar a sua decisão e não tem nenhuma informação porque é que essa alteração não está ainda aprovada”, afirmou aos jornalistas o social-democrata, à saída de uma reunião com aquela administração hospitalar.

Duarte Pacheco alertou que essa alteração jurídica “facilitaria a contratação direta de médicos, sem esperar pelos concursos”.

“Há medidas que quando põem em causa a dignidade na saúde não se compreende porque não são tomadas”, sublinhou.

Em outubro de 2016, o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, anunciou para janeiro de 2017 a passagem do centro hospitalar a EPE, o que não veio a acontecer.

A escassez de médicos é outro dos assuntos que preocupa a distrital do PSD/Oeste.

“Foram pedidos ao Ministério da Saúde para este ano 50 especialistas, por haver essas necessidades, mas o Ministério aprovou 25 e, no concurso, só 11 vagas foram preenchidas”, disse Duarte Pacheco.

Segundo o social-democrata, a falta de profissionais está a contribuir também para o aumento dos tempos de espera por consultas, que atingiram os 393 dias na neurologia, 208 na pneumologia e 134 na urologia, exemplificou.

“Deve-se à restrição imposta pelo ministro das Finanças, Mário Centeno”, afirmou, detalhando que para se atingir um défice de 0,9% “apertou na despesa”, nomeadamente com a contratação de médicos.

O PSD/Oeste reiterou a necessidade de o Governo tomar “de imediato” uma decisão para a construção de um novo hospital para o Oeste, para acabar com a dispersão de profissionais por três hospitais (Caldas da Rainha, Peniche e Torres Vedras), tendo em conta que o processo poderá demorar mais de 10 anos desde a elaboração do projeto até à entrada em funcionamento de novas instalações.

O PSD apontou como positiva a integração de 240 trabalhadores precários, a contratação de dois oncologistas para o serviço de Torres Vedras, onde havia doentes que estavam a ser transferidos para Lisboa, e obras anunciadas para o internamento e para a urgência de Torres Vedras, que aguardam pelo lançamento do concurso do Ministério da Saúde, depois de esta semana ter sido aprovada a candidatura a fundos comunitários.

A presidente do conselho de administração do CHO recusou prestar declarações aos jornalistas.

O CHO integra os hospitais de Torres Vedras, Caldas da Rainha e de Peniche e serve cerca de 300 mil habitantes daqueles três concelhos, Óbidos, Bombarral, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça (freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto) e de Mafra (com exceção das freguesias de Malveira, Milharado, Santo Estêvão das Galés e Venda do Pinheiro).

 

FYC // MLS

Lusa/Fim

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