26-05-2018 Política, Lusa, Peniche Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

CDS-PP desafia PS a discutir eutanásia depois das eleições legislativas (ATUALIZADA)

Peniche, Leiria, 26 mai (Lusa)- A presidente do CDS-PP desafiou hoje o secretário-geral do PS a adiar e discutir a eutanásia depois das eleições legislativas, para o parlamento “não estar a discutir nas costas dos portugueses” o assunto.

“O nosso desafio é que [António Costa] faça votar no seu partido a decisão de, porventura, apoiar a eutanásia, mas fazê-lo depois do próximo ato eleitoral, na próxima legislatura. Aí sim, estarão a dar um sinal de coragem, de transparência e maturidade política”, afirmou Assunção Cristas, na abertura do Congresso da Juventude Popular, numa unidade hoteleira de Peniche, no distrito de Leiria.

Enquanto o debate não for mais alargado à sociedade, o CDS-PP “tem de estar contra, porque politicamente estamos a legislar nas costas dos portuguesas”, sublinhou, sugerindo a Costa que aproveite o congresso para discutir o tema para depois levarem a discussão à Assembleia da República.

“Os 230 deputados eleitos não disseram nunca aos seus eleitores ao que vinham nesta matéria”, justificou.

A líder do CDS-PP criticou Costa por, “a quatro dias da votação” da eutanásia na Assembleia da República, revelar a sua opinião, questionando se “com isso não entende que há falta de transparência, de honestidade política, de coragem para dizer com tempo ao que vem e o que quer fazer numa área tão profunda”.

Cristas quer interrogar o também primeiro-ministro se “acha que é uma prioridade para o SNS [Serviço Nacional de Saúde] criar as condições para haver a execução da morte quando no SNS nós temos apenas uma cobertura de 20% de cuidados paliativos”.

A presidente dos centristas disse não perceber a pressa de discutir o tema no parlamento, quando “há mais de dois anos há projetos à espera que a maioria permita que sejam discutidos e votados”.

Cristas deu o exemplo de um apresentado pelo CDS-PP que, já tivesse sido aprovado permitia “saber, em relação a todos os membros do Governo, que reuniões tinham tido, quando, com quem, com que entidades nacionais e estrangeiras, sobre que matérias”.

“Não estávamos agora a interrogar-nos sobre incompatibilidades e impedimentos dos membros do Governo, que são casos e casos que todos os dias, todas as semanas se sucedem”, rematou, referindo-se ao do ministro Adjunto, Pedro Siza Vieira.

O Ministério Público anunciou na quarta-feira que requereu ao Tribunal Constitucional uma análise às declarações de incompatibilidades e de rendimentos do ministro Adjunto, após ter sido noticiado que o governante acumulou funções governamentais com a gerência de uma empresa imobiliária.

 

FYC (PD/ACYS) // JPS

Lusa/Fim

Fonte: VIP - Oeste Global - Jornal Oeste Online / Lusa - © Direitos Reservados (conteúdo exclusivo protegido por contrato)
COMENTÁRIOS
Deverá efectuar login, ou registar-se, para poder comentar este conteúdo.
pub
Classificados LUCKY PANDA.BIZ
Opinião
Ciência & Tecnologia

A carregar, por favor aguarde.
A Carregar