21-06-2018 Política, Lusa, Alenquer Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Alenquer aprova moções contra encerramento da CGD no Carregado

Alenquer, Lisboa, 21 jun (Lusa) - A Assembleia Municipal de Alenquer, no distrito de Lisboa, aprovou hoje duas moções contra o encerramento da Caixa Geral de Depósitos (CGD) na vila do Carregado.

As moções, apresentadas pelo PS e CDU, foram aprovadas por maioria e vão ser enviadas à administração da CGD como forma de protesto.

Os deputados municipais defenderam que a decisão “representa uma afronta a toda a população”, depois de em 2017 terem fechado os balcões na Merceana e Abrigada, no mesmo concelho, e incitaram a câmara municipal a deixar de ser cliente do banco.

O presidente da União de Freguesias do Carregado e Cadafais, José Martins (PS), disse à Lusa que a própria junta, enquanto cliente, já foi notificada pela CGD em relação ao encerramento da agência, à semelhança do que está a acontecer com outros residentes na freguesia.

A união de freguesias está também a promover um abaixo-assinado contra o encerramento do balcão.

Deputados municipais e união de freguesias recordaram que é no Carregado que reside um terço da população do concelho, 17 mil dos 43 mil habitantes, e que se concentram “60% das empresas e do emprego” de todo o concelho.

Por se situar na confluência de importantes nós rodoviário, possui “cerca de uma centena de empresas dedicadas às áreas da logística, transportes, transformação alimentar e metalomecânica, além de médias superfícies de distribuição”.

A CGD vai fechar cerca de 70 agências este ano, a maioria já este mês e nas áreas urbanas de Lisboa e Porto, indicou, na semana passada em comunicado, o banco público.

A CGD não indicou quantas são exatamente as agências que fecharão até final de junho nem onde se situam, dizendo apenas que muitos desses balcões estão em áreas urbanas.

Segundo informações recolhidas pela Lusa nas últimas semanas, entre as agências da CGD que irão fechar estão São Vicente da Beira (Castelo Branco), Darque (Viana do Castelo), Grijó e Arcozelo (Gaia), Pedras Salgadas (Vila Pouca de Aguiar), Prior Velho (Loures), Sacavém (Loures), Alhandra (Vila Franca de Xira), Abraveses e Rua Formosa (Viseu), Louriçal (Pombal), Avanca (Estarreja), Desterro (Lamego), Carregado (Alenquer), Colos (Odemira) e Alves Roçadas (Vila Real), Nogueira do Cravo (Oliveira de Azeméis), Perafita (Matosinhos) e Coimbra.

A CGD tinha 587 agências em Portugal no fim de 2017 e quer chegar ao final deste ano com cerca de 517.

A redução da operação da CGD, incluindo o fecho de 180 balcões em Portugal até 2020, foi acordada entre o Estado português e a Comissão Europeia como contrapartida pela recapitalização do banco público feita em 2017.

Em 2017 já tinham fechado 67 balcões, encerramentos que provocaram muita polémica e protestos, sendo o mais conhecido o caso de Almeida.

Assim, com o encerramento destes 70 balcões, a CGD terá ainda de fechar mais 43 balcões nos próximos dois anos.

 

FYC // ARA

Lusa/Fim

Fonte: VIP - Oeste Global - Jornal Oeste Online / Lusa - © Direitos Reservados (conteúdo exclusivo protegido por contrato)
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