23-04-2018 Cultura, Lusa, Nazaré Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Concluído o 3.º núcleo do Museu Vivo do Peixe Seco na Nazaré

Nazaré, Leiria, 23 abr (Lusa) – A Câmara da Nazaré anunciou hoje a conclusão da última fase do Museu do Peixe seco, marcada pela entrega das chaves às 15 peixeiras que vão trabalhar no espaço que visa preservar uma tradição quase única no país.

A abertura oficial do terceiro (e último) núcleo museológico do Museu do Peixe Seco fecha, segundo o presidente da Câmara da Nazaré, Walter Chicharro, “o processo que disponibiliza um espaço para uma arte ancestral que tanto diz aos nazarenos, a seca do peixe”.

O processo culminou, este fim-de-semana com a entrega das chaves das instalações para lavagem e preparação do peixe às “15 peixeiras que o utilizarão”, divulgou hoje a autarquia, numa nota de imprensa.

O Museu, inaugurado em dezembro de 2016, representou um investimento na ordem dos 300 mil euros e é constituído por três núcleos: uma zona de secagem do peixe, localizada no areal, junto à marginal da vila, um Centro Interpretativo, localizado na antiga Lota (no Centro Cultural da Nazaré), e uma zona de tratamento do peixe.

O terceiro núcleo, agora concluído, fica “abrigado, inserido num espaço requalificado do edifício da antiga lota” e está, segundo a Câmara, “equipado com pias e baldes para a colocação dos restos de peixe, que serão recolhidos semanalmente por uma empresa de limpeza”.

O investimento neste espaço “ultrapassou os 100 mil euros”, afirmou o autarca à Lusa.

O Museu do Peixe Seco é um museu vivo que pretende preservar a tradição da secagem do peixe, uma das atrações turísticas da Nazaré.

O museu pretende “dar ainda mais realce a uma atividade que é um dos ativos turísticos da Nazaré e simultaneamente criar melhores condições de trabalho para quem se dedica a esta atividade económica e captar novos agentes”, disse o presidente da Câmara da Nazaré, Walter Chicharro, aquando da inauguração dos dois primeiros núcleos.

A face mais visível do museu é zona de secagem, setor em que o projeto desenvolvido pela autarquia contemplou a substituição do antigo estendal (popularmente designado por “estindarte”) por um novo, instalado numa plataforma moderna, elevada à altura da marginal para facilitar a comunicação entre peixeiras e público, e permitir que os visitantes possam circular, conhecendo o processo de secagem e a sua antiguidade.

A preservação da tradição de secagem do peixe é “uma aposta clara” da gestão de Walter Chicharro, que tem desenvolvido ações para o elevar à categoria de produto 'gourmet'.

“Resultado disso é notória a maior visibilidade deste produto a nível nacional e internacional“, bem como, segundo Walter Chicharro, “um nova dinâmica por parte dos empresários de restauração que cada vez mais o apresentam como um dos seus pratos”.

A autarquia está igualmente a desenvolver um processo com vista à certificação do peixe seco e editou um livro sobre a arte da secagem do peixe (que aborda as diferentes fases da produção até ao produto final) que é atualmente oferecido em cerimónias e atos oficiais e vendido ao público.

 

DYA // MLS

Lusa/Fim

Fonte: VIP - Oeste Global - Jornal Oeste Online / Lusa - © Direitos Reservados (conteúdo exclusivo protegido por contrato)
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