08-05-2018 Cultura, Economia, Política, Lusa Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Ministra do Mar vai propor que Ambiente que avalie dragagens na Lagoa de Óbidos

Lisboa, 08 mai (Lusa) - A ministra do Mar vai hoje propor à tutela do Ambiente que avalie a realização de dragagens, “o mais depressa possível”, na Lagoa de Óbidos, devido à morte do marisco na zona pela reduzida ligação da lagoa ao mar.

“Fiquei muito sensibilizada relativamente à questão da Lagoa de Óbidos, mas esta área não é da minha tutela, é da tutela do Ministério do Ambiente, pelo que tratarei de identificar ainda hoje a situação”, declarou Ana Paula Vitorino, que falava numa audição regimental na comissão parlamentar de Agricultura e Mar.

A governante apontou que, ainda assim, a tutela do Mar pode “contribuir, alertando o senhor ministro [do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes]”, e indicou que vai propor àquele ministério que “avalie a possibilidade de se poder fazer uma intervenção o mais rapidamente possível”.

“São situações complexas, tendo em conta a atividade turística normal no verão naquela zona, que é muito procurada”, observou Ana Paula Vitorino.

A ministra adiantou que “fazer dragagens com uma situação dessa natureza” pode ser difícil, mas considerou ser a melhor opção.

A questão foi abordada pela deputada do CDS-PP Patrícia Fonseca, que questionou se o Governo “está ou não a pensar antecipar a dragagem [prevista para outubro] para permitir que haja pesca e marisco”.

Na semana passada, cerca de 25 mariscadores e pescadores da Lagoa de Óbidos concentraram-se na Foz do Arelho para exigir medidas urgentes para a reduzida ligação da lagoa ao mar que alegam estar a causar a morte do marisco.

De acordo com os pescadores e mariscadores, a situação agravou-se nas últimas semanas pondo em risco a situação de cerca de 150 trabalhadores que dependem da lagoa.

O fecho da aberta é uma situação recorrente na lagoa, onde no ano passado foi efetuada a primeira fase de um projeto de dragagens, dividido em duas fases.

A primeira fase, que contemplava a retirada de 650 mil metros cúbicos de areia do leito da lagoa, terminada em fevereiro do ano passado, não correspondeu às expectativas dos pescadores e mariscadores, que notam que as correntes voltaram a colocar a areia dentro da lagoa.

A segunda fase de dragagens da Lagoa de Óbidos, visando a retirada de mais 750 metros cúbicos de areia, está prevista para arrancar em outubro deste ano, no âmbito de um concurso financiado por verbas comunitárias para as lagoas costeiras.

A Lagoa de Óbidos é o sistema lagunar costeiro mais extenso da costa portuguesa, com uma área total aproximada de 6,9 quilómetros quadrados onde recorrentemente é necessário intervir para evitar o assoreamento.

Para evitar a morte de bivalves e garantir a continuidade daquele ecossistema foram efetuadas dragagens desde 1995, a maior das quais entre o final de 2011 e início de 2012, período em que foram dragados dois milhões de metros cúbicos de areia.

 

ANE (DYA) // CSJ

Lusa/fim

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