18-06-2018 Economia, Política, Lusa, Caldas da Rainha Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

PCP contra encerramento de balcão da CGD nas Caldas da Rainha

Caldas da Rainha, Leiria, 18 jun (Lusa) – A Comissão Concelhia das Caldas da Rainha do PCP manifestou-se hoje contra o encerramento da agência da Caixa Geral de Depósitos (CGD) na Praça da República, naquela cidade.

O “repúdio frontal” pelo encerramento da agência da CGD, na Praça da República, junto ao marcado da fruta, foi hoje expresso pelo Partido Comunista num comunicado em que considera que tal encerramento, “a concretizar-se, redundará num evidente e indesmentível prejuízo para os utentes”.

No documento, o PCP lembra tratar-se de uma agência “situada no coração da cidade, na popular ‘Praça da Fruta’, que gera movimento ativo e com uma enorme afluência quotidiana de pessoas”.

O seu encerramento, acrescenta a concelhia local, “criará tendencialmente maiores dificuldades e tempos de espera ainda mais alargados na única instalação que ficará em funcionamento”, situada na Rua Miguel Bombarda, também no centro da cidade.

Para o PCP, importa também “perceber que a situação dos trabalhadores da Caixa ficará de igual modo severamente afetada, quer pela decorrente sobrecarga de tarefas, quer pela possibilidade, ainda não afastada, de ocorrerem deslocações, despedimentos e rescisões, com a eliminação de postos de trabalho”, pode ler-se no comunicado.

O PCP critica ainda “o comportamento da administração do banco público” que, ao pretender “eliminar centenas de agências por todo o país, revela a predominância de métodos de gestão que não têm em conta a responsabilidade inerente à sua condição nem o interesse geral das populações”, o que se soma a “um conjunto de gestos inaceitáveis, entre os quais sobressai o aumento significativo de taxas e comissões”.

A CGD vai fechar cerca de 70 agências este ano, a maioria já este mês e nas áreas urbanas de Lisboa e Porto, indicou na semana passada, em comunicado, o banco público, que não indicou quantas são exatamente as agências que fecharão até final de junho, nem onde se situam, dizendo apenas que muitos desses balcões estão em áreas urbanas.

Segundo informações recolhidas pela Lusa nas últimas semanas, entre as agências da CGD que irão fechar estão São Vicente da Beira (Castelo Branco), Darque (Viana do Castelo), Grijó e Arcozelo (Gaia), Pedras Salgadas (Vila Pouca de Aguiar), Prior Velho (Loures), Alhandra (Vila Franca de Xira), Abraveses e Rua Formosa (Viseu), Louriçal (Pombal), Avanca (Estarreja), Desterro (Lamego), Carregado (Alenquer), Colos (Odemira), Alves Roçadas (Vila Real), Nogueira do Cravo (Oliveira de Azeméis), Perafita (Matosinhos) e Coimbra.

A CGD tinha 587 agências em Portugal no fim de 2017 e quer chegar ao final deste ano com cerca de 517.

A redução da operação da CGD, incluindo o fecho de 180 balcões em Portugal até 2020, foi acordada entre o Estado português e a Comissão Europeia como contrapartida pela recapitalização do banco público feita em 2017.

Em 2017 já tinha fechado 67 balcões, encerramentos que provocaram muita polémica e protestos, sendo o mais conhecido o caso de Almeida.

Assim, com o encerramento destes 70 balcões, a CGD terá ainda de fechar mais 43 balcões nos próximos dois anos.

 

DYA/IM // MCL

Lusa/Fim

Fonte: VIP - Oeste Global - Jornal Oeste Online / Lusa - © Direitos Reservados (conteúdo exclusivo protegido por contrato)
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