18-09-2019 Marlene Sousa Imprimir PDF     Print    Print

PS conversa sobre “desafios e oportunidades das cidades inteligentes”

As “cidades inteligentes” devem preocupar-se com a felicidade dos cidadãos e na evolução dos seus comportamentos para além do desenvolvimento tecnológico, definindo o que queremos e envolvendo as pessoas nos processos de tomada de decisão do território”, defendeu o eurodeputado do PS, Carlos Zorrinho. Para o líder da delegação do PS no Parlamento Europeu, os “desafios são grandes e nem sempre fáceis de realizar, pelo que importa fazer uma abordagem política da transformação digital, para abraçar, com sucesso, o processo de modernização tecnológica”.

Conversa/debate com o tema “Desafios e oportunidades das cidades inteligentes”, organizado pela concelhia das Caldas do PS

Carlos Zorrinho participou numa conversa/debate com o tema “Desafios e oportunidades das cidades inteligentes”, que decorreu no passado dia 13 no auditório da União das Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, organizado pela concelhia das Caldas do PS.

“As cidades inteligentes abrem caminho para uma vida eficiente, mas é preciso a definição de políticas públicas para dar resposta às fragilidades”, disse o político.

“Um processo de transformação digital necessita de enquadramento e de estar bem alicerçado para alcançar os objetivos esperados”, adiantou.

O eurodeputado sublinhou que a vitória que pedem a 6 de outubro é também para fazer um “novo ciclo de requalificação do ponto de vista das capacidades de usar as tecnologias ao serviço das pessoas na mesma linha que fizemos há dez anos”.

Segundo Carlos Zorrinho, que foi secretário de Estado da Energia e da Inovação, a transição digital está a criar novos desafios e é uma oportunidade para “combatermos as desigualdades, as diferenças e as alterações demográficas, entre outras”.

O político sublinhou que é preciso transpor para o “mundo digital os valores como a igualdade, liberdade de expressão, justiça, que defendemos há seculos, porque é a ética que nos vai fazer diferenciar”.

Carlos Zorrinho falou das “fake news”, revelando que “existem dúvidas até que ponto o “Brexit” foi influenciado através da manipulação da informação que põe em causa a confiança do ponto de vista democrático”. 

De acordo com o eurodeputado, as cidades inteligentes preocupam-se com a felicidade dos cidadãos, e a primeira condição da felicidade é a “ausência de medo” e uma “cidade inteligente reduz o medo que as pessoas têm em relação ao futuro”. 

 

Financiamento direcionado para as “Smart Cities”

 

A eurodeputada Margarida Marques, disse que “a tecnologia trouxe-nos a oportunidade para as cidades atualizarem as suas infraestruturas através da adoção em larga escala de tecnologias inteligentes que permitem melhorar a qualidade de vida da população, promover novos serviços para os cidadãos e gerar emprego”.

No entanto, considera que estas soluções “embatem muitas vezes num outro desafio que é o financiamento das mesmas”. “Face aos constrangimentos de recursos financeiros das autarquias locais”, de acordo com a responsável, “estas necessitam de encontrar sistemas de incentivos nacionais e europeus que permitam alavancar projetos inovadores e também modelos de negócio que sejam atrativos ao financiamento privado”.

Para a eurodeputada, “será importante analisar as vantagens que poderiam advir da criação de um programa de financiamento direcionado especificamente para as Smart Cities, avaliar os benefícios de encontrar um processo mais ágil e suscetível de captar o envolvimento de muitas mais autarquias e entidades”.  

“A Associação Nacional de Municípios Portugueses dispõe de uma secção de Municípios Cidades Inteligentes que conta com cerca de 130 autarquias, entre as quais a das Caldas da Rainha”, apontou. “Esta secção montou a Plataforma Smart Portugal – Rede Social de Inteligência Urbana com o objetivo de apoiar a gestão do conhecimento da inteligência urbana no nosso país e de criar uma rede de pessoas e projetos que apoie a partilha de boas práticas, facilitando assim acesso a projetos e aos seus responsáveis”, acrescentou Margarida Marques.

 

As “fake news”

 

A caldense Sara Velez, que é a número 5 da lista de candidatos às eleições pelo círculo de Leiria, não só é estudiosa na área das novas tecnologias como trabalha no setor e disse que o crescimento da Internet “trouxe um conceito mais recente que tem a ver com o acesso que todos vamos tendo às tecnologias, nomeadamente ao smartphone, no qual podemos já controlar várias atividades se tivermos condições para isso”. “Hoje já posso sair do trabalho e ligar o ar condicionado para a casa estar na climatização que eu quero quando chego”, exemplificou.

As “fake news” foi um dos tópicos de Sara Velez, sublinhando é uma visão menos otimista das novas tecnologias. Alertou para os perigos da informação manipuladora que “põe em causa a democracia e que está por todo o lado”.

De acordo com a candidata, o PS tem “uma visão muito clara da transição para uma sociedade digital que é um dos seus pilares fundamentais”. “O programa eleitoral do PS identifica quatro grandes desafios, como o combate às desigualdades, às alterações climáticas, a questão da demografia e a transição para uma sociedade digital”, apontou Sara Velez.

No seu entender é fundamental adotar medidas políticas. “A criança tem que perceber como utilizar corretamente a internet e o governo do PS aposta em medidas no setor da educação”, salientou.

Segundo Raul Castro, cabeça-de-lista do PS pelo distrito às eleições legislativas, “estamos todos perante um desafio enorme que é o facto da evolução tecnológica não ter limites”. Para o candidato, “esta evolução tecnológica que influencia o comportamento das comunidades merece a melhor atenção”.

A iniciativa moderada por José Ribeiro, presidente da concelhia do PS das Caldas, suscitou um debate em torno dos desafios das novas tecnologias e das “Smart Cities” e as suas vantagens e desvantagens.

 

“O estudo para o hospital do Oeste tem que ter projeção para 2030”

 

Raul Castro, acompanhado por outros candidatos e pelo presidente da concelhia do PS das Caldas, reuniu-se no passado dia 13 com os elementos do conselho de administração do Centro Hospitalar do Oeste (CHO). Tendo-se assinado há poucos dias um acordo para que haja uma “equipa que vai estudar as diferentes perspetivas de resolver o problema da saúde, numa região com cerca de 300 mil habitantes, era importante ouvir a posição dos responsáveis pelo CHO”, disse o n.º 1 da lista por Leiria.

Para Raul Castro, é fundamental que haja da parte dos autarcas “um atendimento para estudar as formas sobre o ponto de vista técnico do novo hospital do Oeste”. O candidato adiantou que é um processo que vai demorar algum tempo porque “tem custos elevados e o próximo quadro comunitário não vai prever esta possibilidade de haver fundos para unidades de saúde”, portanto, “é bom que seja feito um estudo com uma projeção de um hospital para 2030, para que não se tenham que repetir estudos”. 

Considera também importante que o Governo possa tomar a decisão da localização do novo hospital para o Oeste.

O candidato disse que com o encontro ficou a conhecer a realidade do CHO, que tem “falta de médicos, enfermeiros, precisa de novos equipamentos e obras”, sublinhando que é “necessário trabalhar no levantamento de toda a informação para estarmos preparados para ajudar a resolver alguns problemas”.  

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