16-08-2016 Cultura, Educação, Lusa Lusa / Notícias Imprimir PDF     Print    Print

Laboratório para preparação de fósseis em Moçambique concluído com ajuda de Portugal

Lisboa, 16 ago (Lusa) - O primeiro laboratório de preparação de fósseis de Moçambique está concluído e a formação de jovens cientistas nessa área foi realizada em instituições portuguesas no âmbito do projeto PalNiassa, disse hoje um dos integrantes daquele programa.

“Este projeto científico inovador foi iniciado por paleontólogos portugueses com apoio do Museu Nacional de Geologia de Maputo, e tem como objetivo preservar o património paleontológico do território moçambicano, através da formação de cientistas moçambicanos, da descoberta de novos fósseis e da criação de um laboratório de preparação de fósseis”, referiu em comunicado o paleontólogo Ricardo Araújo.

Segundo aquele responsável, o novo laboratório, localizado em Marracuene, nos arredores da capital moçambicana, “possui instalações e equipamentos de ponta, os quais servirão para preparar os inúmeros fósseis de crânios e esqueletos quase completos de animais que viveram em solo moçambicano há mais de 250 milhões de anos”.

“Estes fósseis raros e únicos no mundo necessitam de um tratamento laboratorial cuidado antes de poderem ser estudados”, declarou Ricardo Araújo, do Instituto Superior Técnico (IST) da Universidade de Lisboa e do Museu da Lourinhã.

De acordo com Ricardo Araújo, as expedições do projeto PalNiassa para exploração de novos fósseis começaram em 2009 e todos os anos toneladas de fósseis têm sido descobertos por paleontólogos portugueses e estudantes moçambicanos, sobretudo na remota província do Niassa.

“O Instituto Superior Técnico e a Fundação para a Ciência e Tecnologia, através do Projecto PaleoTech, assim como o Instituto Gulbenkian da Ciência e o Museu da Lourinhã, têm contribuído do ponto de vista académico para o sucesso deste projeto”, sublinhou.

Várias agências de financiamento moçambicanas, como o Fundo Nacional de Investigação, contribuíram para o apetrechamento do laboratório, referiu ainda Ricardo Araújo.

Segundo o responsável, “com o trabalho desenvolvido no âmbito do projeto Paleotech, sob a orientação do IST, estes jovens moçambicanos estão também aptos para recorrer à utilização de técnicas avançadas de microtomografia computorizada”.

“Este tipo de infraestrutura servirá não só como polo turístico, mas também como um centro de formação prático dos alunos de Geologia de várias universidades e escolas moçambicanas, deste modo promovendo oportunidades de estudo e prática de ciência avançada e encorajando os estudantes a seguirem uma carreira científica”, declarou ainda o paleontólogo.

 

CSR // EL

Lusa/fim

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