06-06-2014 Economia, Sociedade, Lusa, Peniche Lusa / Flávia Calçada Imprimir PDF     Print    Print

Novos projetos vão criar dezenas de postos de trabalho na fileira da pesca em Peniche

Peniche, 06 jun (Lusa) - A Câmara de Peniche aprovou a instalação de uma nova fábrica de conservas e uma unidade de tratamento de pescado na cidade, dois projetos que vão criar 50 a 60 novos postos de trabalho, disse hoje o presidente da autarquia.

Peniche, 06 jun (Lusa) - A Câmara de Peniche aprovou a instalação de uma nova fábrica de conservas e uma unidade de tratamento de pescado na cidade, dois projetos que vão criar 50 a 60 novos postos de trabalho, disse hoje o presidente da autarquia.

"Aprovámos a sua localização dentro do porto de Peniche e os projetos de arquitetura", afirmou à agência Lusa António José Correia (CDU), adiantando tratar-se de uma nova fábrica de produção de conservas de peixe e uma unidade de tratamento do pescado.

"Os dois projetos vão criar à volta de 50 a 60 postos de trabalho", anunciou.

Contudo, "o licenciamento só vai acontecer, quando houver garantias de que as candidaturas são aprovadas", advertiu.

Segundo o autarca, os novos postos de trabalho a surgir podem chegar a uma centena, se vierem a ser aprovados fundos comunitários para uma segunda fábrica de conservas e um entreposto de marisco, projetos que ainda não deram entrada na câmara.

Os atuais fundos comunitários para a fileira da pesca, previstos no Promar, permitiram, segundo o autarca, "consolidar e criar" novos postos de trabalho no concelho, nos últimos três anos, com o financiamento de projetos de ampliação de unidades ligadas à transformação do pescado ou criação de novas.

Esse investimento veio também transformar postos de trabalho temporários em definitivos, como aconteceu na ESIP (European Seafood Investments Portugal).

A conserveira, com 700 postos de trabalho, assinou cerca de duas centenas contratos de trabalho com trabalhadores precários, até aí requisitados apenas em épocas sazonais de aumento da produção.

Atenta à importância económica que o setor representa, não só na criação de riqueza para o concelho, como de postos de trabalho, a Câmara Municipal tem procurado agilizar os processos de licenciamento, com a chamada "via TGV".

"No sentido de acompanhar as dificuldades dos promotores e agilizar os processos, eu próprio falo diretamente com os promotores", explicou António José Correia.

FYC // JLG

Lusa/Fim

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