22-07-2020 Luís Carreira, morador na Rua do Vale Velho, no Coto Imprimir PDF     Print    Print

O trânsito na Rua do Vale Velho

A propósito do recente atropelamento mortal de uma jovem de 16 anos, em Lisboa, temos de nos interrogar sobre o real papel dos organismos que têm a seu cargo o planeamento das nossas cidades, freguesias e bairros.

Sabemos que é atribuição e compromisso desses organismos procurar situações possíveis de representar perigo e implementar as melhores medidas de segurança para atenuar esses perigos. Para isso são necessários serviços que sejam dinâmicos, onde os seus dirigentes sejam acessíveis, eficazes, exigentes e se preocupem e passem essa eficácia, exigência e preocupação às equipas que lideram.
Tem de haver o cuidado de ouvir as preocupações dos cidadãos, e estabelecer planos para apreciação e intervenção, com prazos definidos.
Do seu progresso deve ser dado conhecimento a todos os interessados. Mas olhando à nossa volta não vimos isso acontecer no nosso concelho. Abundam locais onde é por demais evidente a falta de cuidado com a nossa segurança.
A nossa cidade desconhece o que são marcas rodoviárias, uma boa iluminação e sinalização, boa visibilidade.
São passeios para os peões inexistentes, locais onde passa trânsito em permanente concorrência com peões, muitos são crianças.
Não é fácil proteger possíveis situações, mas os anos passam e continua tudo na mesma até às próximas eleições.
Em concreto, em setembro do ano passado, reunimos com o sr. presidente da Câmara das Caldas por causa do terrível trânsito automóvel que se verifica na Rua do Vale Velho, no Coto.
O tráfego aumenta diariamente e as velocidades, a descer e a subir, são absurdas, pois não existem equipamentos para as abrandar.
Não há passeios, os carros estão estacionados nas bermas, as pessoas deslocam-se com receio. O perigo é óbvio e real e a urgência em resolver é incontestável.
Até hoje não obtivemos mais informação nem vimos qualquer ação.
E a grande questão que fica é de quem é, em última instância, a responsabilidade real quando há um acidente, porventura fatal, mas sempre a trazer sofrimento? Claro que é do condutor, mas será só dele?
Ou também é dos presidentes de junta, das equipas das câmaras e dos seus presidentes, pela falta de ação e prevenção? E quem a atribui? Será lógico resumir-se a uma mera questão de penalização nos votos?
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